Posts de Agosto, 2008

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O assassinato do morro

In Uncategorized on Agosto 27, 2008 por crishardt

E foi assim, simplesmente um dia todos acordaram e ele não estava mais lá. O morro havia sumido, desaparecido. As casas lá de cima estavam em lugar plano, a rua tornou-se reta, sem nenhum obstáculo.

Ninguém soube explicar como isto havia acontecido, ninguém sentiu nada, ninguém viu nada.

De repente, ouve-se um grito: “foi assassinato”. Dentre o espanto geral, conseguia se ouvir alguns “já não era sem tempo”, “quem foi?”, “até que enfim”.

Havia sinais de tortura, a terra estava remexida, riscos no chão mostravam que não havia sido fácil dar fim no morro sem que ninguém notasse. Uma criança até disse ter ouvido um “socorro”, que logo foi sufocado pelos latidos e uivos dos cachorros.

Pensou-se em chamar a polícia, afinal um assassino estava entre os moradores. Mas, logo se desistiu. Queriam mesmo é saber como alguém tinha conseguido acabar com aquele tormento: o morro.

Diante de tanta felicidade, a vida foi voltando ao normal. Um normal bem mais agradável agora, sem aquele causador de discórdias. Todos foram ao trabalho, à escola, aos seus afazeres costumeiros. Ninguém se importou com o fato de um assassino de morros estar livre. Mas um certo sorriso persistia no rosto do últimos moradores da rua. Afinal, nunca mais morro, nunca mais sol do meio-dia morro acima, chuva e lama morro acima.

Durante três dias não se falou em outra coisa, apenas no fim do morro. A rua estava mais leve agora, mais alegre, mais reta mesmo.

Nunca se soube quem conseguiu fazer aquele ato. Uns dizem que foi o trombolho*num momento de fúria. Outros dizem que foram os dois trombolhos. Tem também quem fale que foi o motoqueiro maluco que levou o morro junto, quando descia correndo, como já era de costume. Há, ainda, quem diga que não foi assassinato, foi suicídio: o morro cansou-se de ser xingado e maltratado por todos que por cima dele passavam.

O fato é que o morro foi assassinado e ninguém teve pena ou sente saudades. O assassino nunca foi descoberto. Muitos já nem lembram que um dia o morro existiu. Outros não se esquecem de todos os momentos que nele passaram.

           

*trombolho: apelido carinhoso para aquele caminhão que todo mundo detesta, pois só atrapalha e incomoda todos os moradores, faz buracos na estrada e pensa que é dono da rua.

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Diário de um TCC

In Publicidade on Agosto 21, 2008 por crishardt Etiquetado: ,

Eis o começo!

Aqui inicia um novo desafio, o último para conseguir me formar em Publicidade e Propaganda. O TCC, tão temido, tão mal falado, tão assustador.

Primeira orientação foi tranqüila, roteiro do TCC pronto, agora é só ler, ler, ler para depois desenvolver. Leituras indicadas que já estão a todo vapor. E o melhor, quanto mais eu leio, mais eu me apaixono pelo tema: redação publicitária.

Uma dica para quem ainda não chegou nessa fase de TCC: quando fizer o projeto de TCC, escolha um tema que não vai querer mudar. Isso evita que seja necessário refazer o projeto de TCC, o que já é meio caminho andando.

Por enquanto está tudo tranqüilo, está começando.

Para quem quiser acompanhar esta jornada, acompanhe o blog. Toda semana um post novo sobre o TCC.

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Momento filosófico

In Uncategorized on Agosto 21, 2008 por crishardt Etiquetado:

Sabe, eu não sei

E se soubesse o que saberia?

Talvez nada

Talvez muito

Talvez pouco

Talvez o suficiente

Suficiente, suficiente pra quê?

O que, fazer o quê?

Como fazer, pra que fazer?

Continuo sem saber

Saber o que mesmo?

Não sei

Dúvidas?

Não. Certezas

Absolutas e incontestáveis

Será?

Quem saberá

Saber, sei, claro que sei!

Só não sei exatamente o que, mas sei.

Pensando bem

Saber eu sei, só não sei como

Nem quando, nem a qual modo

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Início de uma saga

In Publicidade on Agosto 13, 2008 por crishardt Etiquetado: ,

Ando meio em falta com meu blog, minha cabecinha pensante continua pensando muito, mas tem faltado vontade de escrever tudo o que quero. Sempre fica pra amanhã, fica pra depois, pra outra hora.

Assuntos não faltam: a feira que se transformou o funk,  o baixo nível que anda a nossa “música” (funk é música????),  a virada da novela das oito, ou melhor, das nove, as conversas de ponto de ônibus, conversas de fila, a falta de educação dos motoristas de Blumenau.

Mas hoje, não vou escrever sobre nada disso, apenas deixar fluir um pouquinho dessa cabecinha pensante. Quem foi que inventou TCC??? Isso prova o quê? Ok, estou super empolgada com meu tema, vai ser bastante desafiador, meu orientador é um ótimo professor. A questão é o desespero que o termo TCC causa. Todo mundo diz que quase ficou maluco fazendo, que não teve mais final de semana e nem madrugadas. Acredito que tudo seja uma questão de planejamento, mas de tanto ouvir falar mal desse TCC até minha mãe tá preocupada com minha sanidade mental no final do semestre. Tá, é exagero, eu sei, ou melhor, eu espero que seja. Vamos ver no próximo mês o que eu vou ter a dizer.

Compromisso comigo mesma: manter neste blog um relato sobre este momento tão dramático na vida de um acadêmico, quem quiser acompanhar e desejar boa sorte, fique à vontade.

Só mais um coisa, por que vivemos nesse mundo capitalista, onde sobreviver é mais importante que viver?