Posts de Julho, 2008

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Fim de semana…Viagem

In Uncategorized on Julho 28, 2008 por crishardt Etiquetado:

Fim de semana é sempre aquela coisa, ahhhhhh!

“E aí, o que você vai fazer?” “Não sei, acho que vou viajar.” “Boa viagem então.” Boa sorte é o que você devia me desejar, vou de ônibus.

Primeiro passo: arrumar a mala. Soca daqui, aperta dali, vai, mais um pouquinho que cabe tudo. Será que não tô esquecendo nada? Pronto, mochila arrumada (mochila é mais fácil de levar em ônibus do que mala).

Segundo passo: pegar ônibus até o terminal. Ai, socorro! Ônibus lotado,ou vai eu, ou vai a mochila, as duas não cabem. Opa, hoje o ônibus tá menos lotado, coube eu e a mochila tranquilamente. No terminal não vai ter jeito, o outro ônibus vai estar lotado. Tudo bem, tá reclamando do que, pelo menos este tá vazio. Segura daqui, segura dali, pausa para filosofar. Prestar atenção na criança no colo da mãe, na senhora cheia de sacolas, na falta de educação em não ceder lugar para os mais velhos. Chega de filosofias, hora de encarar o outro ônibus, rumo à rodoviária. Cheguei mais cedo, vai até dá pra sentar, ufa, tô com sorte, não vou precisar me espremer. Sentada, tranqüila, mais vãs filosofias. Quantas mochilas, quantas faces que não dizem nada, ou muito. Chega de filosofias novamente, o senhor que entrou não conhece um produto muito legal que já inventaram: desodorante. É, agora não vai dar pra filosofar, güenta a respiração que a rodoviária chega logo. Chegou… ar fresco (dizer puro seria exagero).

Compra passagem, e espera. Falta meia hora ainda.

Agora sim, muito tempo pra filosofar, pra prestar atenção nas conversas aos redores. A senhora ao lado lê João Bidu e as novidades da novela global. A mãe briga com a criança que não fica quieta. A senhora que espera calmamente até que alguém veia buscá-la. Cigarros, argh! É melhor sair daqui, eu quero respirar. Um abraço apertado entre pai e filhas, acho que fazia tempo que não se viam.

Ônibus chegou, rumo ao destino. Viagem tranqüila, sem pessoas tagarelas, a maioria dorme, e é isso que faço também.

Passa sexta, sábado, domingo. É hora de voltar.

Rodoviária, o ônibus mudou de horário, quase perdi. Ninguém sentado em minha poltrona, tô mesmo com sorte. Viagem tranqüila novamente, nem fila por causa do jogo do Metropolitano tinha! Rodoviária novamente. Despedidas. Namorados despedem-se de namoradas, namoradas despedem-se de namorados, filhos voltam para a casa das mães.

E a viagem chega ao fim.

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Motivo

In Uncategorized on Julho 28, 2008 por crishardt Etiquetado:

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

Cecília Meirelles

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Novas mídias

In Publicidade on Julho 16, 2008 por crishardt Etiquetado: , ,

Pessoas interessadas em novidades publicitárias, não deixem de acessar estes links.

Ação de marketing viral do Imedia Excellence, da L’Oreal. O telefone toca mesmo, podem testar.

http://www.oqestaacontecendocomagrazi.com.br

E outra ação da Sprite, jeito diferente de interagir com o público.

http://www.sprite.com.br/teclasprite

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Só pra constar…

In Trabalho on Julho 16, 2008 por crishardt Etiquetado: , ,

Trabalhar com órgãos públicos não é muita tarefa muito simples, sem generalizar, mas há aqueles que não têm comprometimento e responsabilidade com seu trabalho, gerando transtornos para terceiros que prestam serviços.

Bem por isso, não posso deixar de comentar um fato que me deixou surpresa. Ontem recebi um e-mail agradecendo pelo trabalho realizado e pelo meu empenho em desenvolvê-lo. Foi um daqueles trabalhinhos que geram um stress básico, nada além do normal, mas deu tudo certo no final da contas.

Agora eu agradeço: obrigada Krislei! É bom saber que ainda existem pessoas que sabem reconhecer o esforço alheio em fazer um trabalho bem feito.

Receber um e-mail deste no meio da tarde até dá mais ânimo para seguir na labuta.

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Tabacaria

In Uncategorized on Julho 15, 2008 por crishardt Etiquetado: ,

Não, acho que não tenho coisas muito interessantes pra escrever hoje.

Mas, vou deixar algo muito bom para se ler, Fernando Pessoa, em seu pseudônimo Álvaro de Campos.

Boa leitura para momentos em que próprias palavras não podem ser ditas.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

 

Álvaro de Campos, 15-1-1928

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Apenas um caso que quero contar

In Uncategorized on Julho 8, 2008 por crishardt Etiquetado: , ,

Ok, vamos começar!

Apenas quero contar um caso acontecido em Blumenau – SC, um exemplo de que querer ajudar nem sempre é uma boa idéia.

Uma empresa odontológica, com unidades em várias cidades do país, mostra como algumas pequenas empresas esquecem de como é importante preocupar-se com a opinião do consumidor. Não vem ao caso citar o nome da dita cuja, uma questão ética, mas vou contar o caso.

Este consultório odontológico divulga seus serviços com ligações inoportunas, realizadas por atendentes automáticos e mensais. Todo mês eles ligam para minha casa e para os dois números do escritório. Já cansei de dizer que já tenho dentista. A menina (pobrezinha) fala sem respirar, não dá nem pausa para resposta. Num dia de stress cheguei ao cúmulo de desligar o telefone na cara da pobre coitada. (Não faço isso com freqüência, só em casos extremos). Além disso, é só sair na rua que mais adolescentes despreparados abordam com papéis e mais papéis, que vão para a primeira lixeira encontrada.

Com toda a educação, e até um pouco de inocência da minha parte, resolvi mandar um e-mail para esta clínica, mostrando a minha opinião e meu ponto de vista como estudante de publicidade e propaganda.

Chamar a pessoa que respondeu o e-mail de mal educada ainda seria um elogio. Ela contrariou tudo o que eu, gentilmente, lhe escrevi. O pior ainda não foi isso, o pior foram os erros de gramática grotescos que este e-mail contém. “Intenssão”, “encomodar” e “pesso” (verbo pedir) foram os mais graves.

Claro, depois de tanta falta de consciência desta GERENTE COMERCIAL, percebi que não adiantava tentar persuadir, mostrar que sempre se deve ouvir o consumidor, afinal, são eles que mantêm qualquer negócio. Apenas lhe aconselhei a ter algumas aulas de português (acredito que neste momento ela não falou coisas boas sobre mim).

Nunca fui cliente desta clínica e nunca serei, e não a recomendo pra ninguém. Educação é algo que se traz de casa; marketing, comunicação, se aprende. Esta pessoa não tem educação e nem a menor noção de comunicação, em todos os sentidos.

Fica aqui apenas um pequeno recado: ser uma empresa de porte pequeno não significa que precise abrir mão de uma boa imagem. Educação, com certeza, não atrapalha ninguém. Saber como se comunicar com o seu cliente também ajuda bastante.

Entre uma clínica odontológica que não se comunica, mas atende bem e trata seus clientes com respeito, e uma clínica que comunica de maneira errada e trata consumidores com falta de educação, em qual você prefere fazer um tratamento?

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Blogando

In Uncategorized on Julho 2, 2008 por crishardt Etiquetado: ,

Vamos começar a blogar e descobrir no que dá! Se alguém ler isto, estou atualizando tá, volte depois de uma semana que terá coisas bem mais interessantes do que alguém descobrindo um “Blog”

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Hello world!

In Uncategorized on Julho 2, 2008 por crishardt

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